quarta-feira, 12 de março de 2008

Ler e escrever na cultura digital

Data: 12/03/2008


Ler e escrever na cultura digital


Ler e escrever na cultura digital é um texto elaborado por Andréa Cecília Ramal, pesquisadora do centro Pedagógico Pedro Arrupe.
De inicio Ramal faz uma abordagem de como o conhecimento era transmitido. A principio nas culturas antigas quando não se conhecia a escrita, esta era passada através de narrativas orais, assim sendo, quando os detentores do saber morriam parte da historia do grupo social também era apagada.
Com o advento da escrita foi inaugurada uma nova etapa na historia da humanidade. O homem finalmente pode imortalizar sua cultura, seus sentimentos e suas vivencias sociais projetando no papel. Com a escrita a memória cultural de um povo já não cabe mais apenas nas narrativas, ela são constituídos de documentos, registros históricos, tudo está registrado de forma cronológica.
Para Ramal o conhecimento escolar da cultura letrada está estruturado como páginas de um livro, ele é linear e segmentado, pois um livro é difícil de você consultar dois trechos diferentes em diferentes páginas simultaneamente, assim como na escola é preciso passar primeiramente pelo pré-requisito para em seguida ver o que se segue.
A cultura escrita também é utilizada como meio de dominação, isto ocorre, por exemplo, quando na educação de crianças são impostos regras da língua culta em detrimento dos saberes que estas crianças trazem do seu meio cultural, logo elas têm dificuldades para se adaptar a esta nova realidade.
No que se refere a atualidade, vivemos na era do ciberespaço, um ambiente interativo e receptivo a todas as vozes conectadas onde escrever um parte de um megatexto é uma produção coletiva.
Segundo Ramal o hipertexto subverte as mais variadas relações: ele é subversivo na relação entre autor e leitor, com relação a linearidade, com relação a forma e a postura física do leitor.
Para a autora a linearidade cederá lugar ao hipertextual, ao flexível e ao móvel. Os novos instrumentos tecnológicos são mais conhecidos pelo “dominado” (aluno), isto é aquele a ser educado é o que domina melhor os instrumentos simbólicos do poder (Ramal, 1997). Com isso o surgimento de parcerias entre o aluno e professor na sala de aula será imprescindível.

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